Netflix Lança Documentário Sobre Crime Real Que Chocou a Espanha
A Netflix estreia nesta sexta-feira (6) a série documental “O Assassino do TikTok”, uma produção de true crime que explora o caso real do desaparecimento e morte de Esther Estepa, uma mulher de 42 anos. Dirigido por Héctor Muniente, o documentário, dividido em dois episódios, detalha como a família da vítima utilizou rastros digitais para reconstruir os últimos dias de Esther e desvendar o crime.
O Desaparecimento e a Investigação Familiar
Em agosto de 2023, Esther Estepa, durante uma viagem pelo litoral leste da Espanha, conheceu José Jurado Montilla, um influenciador de 64 anos conhecido como “Dinamita Montilla” por seus vídeos de viagens no TikTok. Os dois iniciaram uma rota de caminhada juntos, mas o último contato de Esther com sua família, via WhatsApp em 23 de agosto, levantou suspeitas. Após o desaparecimento, a família, sem respostas imediatas das autoridades, iniciou sua própria investigação, analisando mensagens, vídeos e postagens nas redes sociais para traçar os passos de Esther.
Redes Sociais Como Arquivo Involuntário para a Justiça
A série destaca o papel crucial das redes sociais na investigação. A sinopse da Netflix ressalta como registros digitais, incluindo localização, fotos e postagens, podem funcionar como um arquivo involuntário, essencial para esclarecer crimes. Durante a apuração, a polícia encontrou no celular de Jurado imagens e vídeos que contrariaram sua versão dos fatos. O corpo de Esther foi localizado apenas em junho de 2024 em uma área isolada próxima a Gandía, com a causa da morte confirmada como um forte golpe na cabeça.
O Passado Sombrio de “Dinamita Montilla”
A investigação revelou que José Jurado Montilla possuía um histórico criminal violento. Ele já havia sido condenado por uma série de assassinatos cometidos entre 1985 e 1987 na região de Málaga, recebendo uma pena de 123 anos. No entanto, foi libertado em 2013 após cumprir 28 anos, devido a uma decisão do Tribunal Europeu de Direitos Humanos. As autoridades também o associaram a outros crimes recentes, incluindo o assassinato de um estudante de 21 anos em 2022. Atualmente, Jurado aguarda julgamento e pode enfrentar prisão perpétua se condenado pelo assassinato de Esther Estepa.
