Uso Intenso de Redes Sociais Prejudica Bem-Estar de Jovens, Especialmente Meninas, Revela Relatório Mundial da Felicidade

Queda na Satisfação com a Vida

O uso excessivo de redes sociais parece estar associado a uma diminuição no bem-estar de jovens, com um impacto particularmente notável em meninas em alguns países de língua inglesa. Esta constatação faz parte do Relatório Mundial da Felicidade, divulgado recentemente. A pesquisa, que combina dados de fontes como a Gallup e o Programa de Avaliação Internacional de Estudantes da OCDE, sugere que o tempo prolongado em plataformas digitais pode reduzir a percepção de felicidade.

Algoritmos e Conteúdo Influenciador em Destaque

Jan-Emmanuel de Neve, professor de economia da Universidade de Oxford e um dos editores do relatório, enfatiza a necessidade de resgatar o aspecto social das mídias sociais. Ele aponta que o conteúdo impulsionado por algoritmos, consumido passivamente e frequentemente promovido por influenciadores, tem um efeito mais deletério do que plataformas focadas na conexão interpessoal. Dados indicam que meninas de 15 anos que utilizam redes sociais por mais de cinco horas diárias relatam menor satisfação com a vida em comparação com suas pares que usam menos essas plataformas.

Declínio em Países de Língua Inglesa

As avaliações de vida entre jovens com menos de 25 anos nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia sofreram uma queda “drástica” de quase um ponto em uma escala de 0 a 10 na última década, de acordo com dados da Gallup. Em contraste, a satisfação com a vida entre jovens do restante do mundo apresentou um aumento médio no mesmo período. A diferença é atribuída a condições sociais mais amplas, como a percepção de menor apoio social, um forte indicador de bem-estar.

Ações Governamentais e o Futuro das Redes Sociais

Diante desses achados, diversos países já estão desenvolvendo planos para limitar o acesso de crianças e adolescentes às mídias sociais. A Austrália, em dezembro, tornou-se pioneira ao proibir o uso de redes sociais para menores de 16 anos. Essas medidas refletem uma crescente preocupação global com os efeitos das plataformas digitais na saúde mental e no bem-estar da juventude.

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