Doja Cat revela diagnóstico de Transtorno Borderline e compara sua luta com Chappell Roan

Doja Cat compartilha jornada com Transtorno Borderline

A cantora Doja Cat utilizou suas redes sociais, na última sexta-feira (13), para compartilhar um desabafo sincero sobre seu recente diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). A artista revelou como a condição tem influenciado seu comportamento desde a infância, descrevendo a luta como “agonizante”, mas também expressando alívio e orgulho por sua evolução após anos de terapia.

Inspiração em Chappell Roan

Em um vídeo publicado no TikTok, Doja Cat defendeu a cantora Chappell Roan, que enfrentou críticas após uma discussão com paparazzis em Paris. Doja Cat expressou admiração pela capacidade de Chappell Roan em se sentir confortável em sua própria pele, defender seus limites e ser honesta sem magoar os outros. “Admiro o fato de ela conseguir fazer isso sem magoar ninguém. Ela não magoou ninguém sendo ela mesma, e isso mostra que eu também posso fazer o mesmo”, afirmou Doja.

Aprender a ser honesta consigo mesma

A artista explicou que a habilidade de se defender e priorizar seus próprios sentimentos não é natural para ela. Doja Cat confessou ter mentido para si mesma por muitos anos, fingindo gostar das coisas, estar feliz e que tudo estava bem. “Isso me alcançou, e acho que sempre acontece com as pessoas. Agora estou lutando contra o Transtorno de Personalidade Borderline”, declarou, acreditando ter a condição “provavelmente desde sempre”. Apesar dos erros que ainda comete, ela se sente “aliviada e orgulhosa de mim mesma” pela distância percorrida em cerca de oito anos de terapia.

O que é o Transtorno Borderline?

Segundo o psicólogo e neurocientista Fabiano de Abreu Rodrigues, o Transtorno de Personalidade Borderline é caracterizado por instabilidade contínua no humor, comportamento e autoimagem. Sintomas comuns incluem medo intenso de abandono, sentimento crônico de vazio e pensamentos polarizados. O diagnóstico envolve avaliação comportamental, podendo incluir familiares e amigos. Tratamentos como a terapia baseada na mentalização e o uso da inteligência emocional são citados como eficazes.

Prevalência e desafios do TPB

Estima-se que 2% da população mundial tenha TPB, representando 20% dos atendimentos em consultórios. A taxa de suicídio entre pacientes diagnosticados varia entre 8% e 10%, um dado alarmante que ressalta a importância de discutir o transtorno. Os sintomas, frequentemente ligados a conflitos emocionais do passado, incluem instabilidade emocional, impulsividade, insegurança e dificuldades em relacionamentos sociais. Pessoas com TPB podem ter medo de ficar sozinhas e reagir com medo ou raiva ao se sentirem abandonadas ou negligenciadas. É importante notar que o TPB pode coexistir com outras condições, como ansiedade, depressão e transtornos alimentares.

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