Do YouTube ao Instagram: o início da jornada de Elize Fleury
A ideia de ensinar a imitar artistas já rondava a mente de Elize Fleury, 25 anos, há algum tempo. A cantora, compositora e instrumentista carioca, que iniciou sua trajetória no YouTube em 2018 com covers, decidiu dar vida ao quadro “Como imitar” no Instagram em maio do ano passado. A escolha do momento foi certeira: o primeiro vídeo foi publicado durante o alvoroço do show de Lady Gaga no Rio de Janeiro, ensinando em três passos como reproduzir a voz da “Mother Monster”.
Com uma abordagem fácil, dinâmica e didática, Elize demonstrou técnicas vocais, macetes e características marcantes da cantora. O sucesso foi imediato, com mais de 600 mil curtidas e uma enxurrada de elogios e pedidos por mais conteúdos. “Maravilhosa, passada com a sua voz”, comentou uma seguidora, refletindo o sentimento geral.
Do sucesso viral à construção de uma carreira autoral
Após o êxito com Lady Gaga, Elize expandiu seu repertório, ensinando a imitar artistas como Shakira, Bad Bunny, Rosalía, Dua Lipa, Gal Costa, Doechii e Ariana Grande, entre outros nomes populares. Apesar do sucesso estrondoso, a artista confessa um certo nervosismo a cada nova publicação. “Até hoje, sempre que eu publico um ‘como imitar’, eu fico apreensiva porque a internet é a internet, né? Mas eu fico muito, muito, muito feliz que o feedback é sempre tão incrível”, revela em entrevista à CAPRICHO.
A música sempre foi uma paixão visceral para Elize. Desde pequena, cercada por pais amantes da música, ela estudou piano clássico, teoria musical, canto e violão. Apesar de ter se formado em Direito, a música falou mais alto, impulsionando-a a seguir carreira artística, apesar da insegurança inicial sobre a instabilidade da área.
Navegando entre a arte e a necessidade digital
Elize iniciou sua carreira tocando em bares e produzindo conteúdo para o YouTube em 2018, descobrindo no ambiente digital um caminho para difundir sua arte. Ela reconhece a importância da presença online para artistas hoje, mas aponta a linha tênue entre ser um artista que produz conteúdo e um influenciador que canta. “É muito difícil você encontrar esse equilíbrio porque existe essa demanda muito grande pela produção de conteúdo por muitos profissionais”, explica.
A artista compreende a frustração e o cansaço que muitos criadores sentem ao ter que produzir conteúdo constantemente, quando o desejo principal é criar e se apresentar. No entanto, Elize vê as redes sociais como uma ferramenta essencial para a divulgação, desde que a produção de conteúdo seja feita de forma autêntica e respeitosa. “Eu gosto muito de falar e de me comunicar com as pessoas. Eu sou muito pirada com informação e com conhecimento também”, afirma, encontrando prazer na interação com seu público.
O futuro musical de Elize Fleury: da imitação à voz própria
Para Elize, a visibilidade nas redes é uma ponte para seu grande objetivo: lançar suas próprias músicas. O exercício de imitar outros cantores, segundo ela, é uma forma de explorar possibilidades vocais e experimentar, enquanto ela busca sua própria identidade sonora. A cantora britânica RAYE é uma de suas inspirações, tanto musicalmente quanto em termos de estratégia de carreira, pela forma como equilibra o artístico e o comercial.
Atualmente, Elize sente que alcançou um entendimento de seu repertório e processo criativo, e está pronta para apresentar seu primeiro projeto autoral, que ela chama carinhosamente de “saladão da Elize”. A expectativa é por um trabalho que misture diversas línguas e gêneros musicais, refletindo sua própria jornada e composição. “Vai ser uma loucura, mas uma loucura gostosa”, adianta, deixando seus seguidores ansiosos pelo lançamento.
