Brasil se consolida como destino de turismo LGBTQIA+
O turismo LGBTQIA+ transcende a ideia de lazer sazonal, consolidando-se como uma poderosa estratégia de bem-estar, pertencimento e conexão. Uma pesquisa recente da Booking.com revela que o Brasil figura entre os destinos mais procurados pelo público, evidenciando um avanço significativo na hospitalidade inclusiva. Três cidades brasileiras figuram no top 10 global de cidades mais receptivas: São Paulo (3º), Florianópolis (7º) e Rio de Janeiro (9º). O ranking é liderado por cidades europeias como Milão e Roma.
Mudança de Paradigma: Viagens como Experiência de Segurança e Acolhimento
Marco Lisboa, CEO da 365 Fun Fest, rede de franquias de viagens focada no público LGBTQIA+, observa uma transformação no comportamento desses consumidores. “A viagem deixou de ser apenas lazer e passou a ser uma experiência. Para esse público, estar em um ambiente seguro, acolhedor e livre de julgamentos impacta diretamente na sensação de pertencimento e na qualidade da viagem”, afirma. Essa busca por segurança e naturalidade se estende a famílias formadas por casais homoafetivos e seus filhos, que desejam vivenciar experiências sem a necessidade de constantes explicações.
Descentralização e Busca por Autenticidade
A demanda por turismo LGBTQIA+ também se mostra descentralizada. Além dos destinos tradicionalmente conhecidos, há um crescente interesse por experiências culturais, ecoturismo e roteiros internacionais fora do circuito convencional. “O público quer mais do que festa. Quer conexão, segurança e vivências autênticas para diferentes perfis”, explica Lisboa. Agências e operadoras adaptam seus serviços para mapear programações e parceiros que garantam inclusão e respeito durante todo o ano.
Inclusão como Estratégia Permanente de Mercado
O modelo de franquias acompanha essa expansão, priorizando franqueados com conhecimento sobre as particularidades do público LGBTQIA+ para oferecer curadoria especializada. O foco não está apenas na venda de pacotes, mas na compreensão de histórias e contextos, exigindo sensibilidade, preparo e responsabilidade. Quando bem estruturado, o turismo inclusivo gera impacto econômico relevante e fortalece cadeias produtivas comprometidas com a diversidade, consolidando-se como uma estratégia permanente de mercado, e não apenas um segmento sazonal.