Nunca é tarde para começar: atividade física após os 60 anos garante mais autonomia, saúde mental e qualidade de vida

Benefícios para o corpo e mente

Manter-se ativo após os 60 anos é fundamental para a qualidade de vida, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG-PE). A prática regular de atividades físicas não só melhora a saúde cardiovascular e previne doenças crônicas como diabetes e hipertensão, mas também fortalece a musculatura, previne a perda óssea e a sarcopenia (perda de massa muscular associada à idade), reduzindo significativamente o risco de quedas e fraturas.

Saúde mental e socialização em dia

Além dos benefícios físicos, o exercício tem um impacto direto na saúde mental. A atividade física ajuda a combater sintomas de ansiedade e depressão, melhora a memória e a concentração, e é uma ferramenta poderosa contra o isolamento social, um problema que se agravou entre idosos, especialmente no período pós-pandemia. A socialização proporcionada por atividades em grupo também contribui para o bem-estar geral.

Autonomia e independência nas tarefas diárias

O principal objetivo da atividade física em idosos é a manutenção da independência e da autonomia. Exercícios que trabalham força, equilíbrio, coordenação, mobilidade e resistência cardiorrespiratória, conhecidos como treinamento multicomponente, preparam o corpo para as exigências do dia a dia. Isso se traduz em maior facilidade para realizar tarefas cotidianas, menor dependência de cuidadores e, consequentemente, uma vida mais segura e com mais qualidade.

Comece devagar e com orientação

O especialista em educação física Jairo Lima Neto, titulado pela SBGG-PE, enfatiza que “nunca é tarde para começar”. Ele ressalta que os benefícios da atividade física surgem em qualquer idade, e que o exercício deve ser visto como uma ferramenta de proteção à saúde. O início da prática deve ser gradual, respeitando as limitações individuais. Para pessoas com histórico de doenças cardíacas, quedas frequentes, tonturas ou que utilizam múltiplos medicamentos, uma avaliação médica prévia é indispensável. Em muitos casos, a orientação de um profissional de educação física é suficiente para um começo seguro, que pode incluir atividades simples como caminhadas, exercícios em casa ou em espaços públicos como praças e parques.

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