Justiça determina que salões de beleza de São Luís respondam sobre irregularidades sanitárias após denúncias do MP

Salões de beleza em São Luís sob escrutínio judicial por falhas sanitárias

A Justiça determinou que diversos salões de beleza na capital maranhense, São Luís, apresentem explicações sobre irregularidades sanitárias detectadas em vistorias. As inspeções, realizadas pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros, identificaram problemas que vão desde a falta de documentação obrigatória até falhas graves em higiene, esterilização de instrumentos e segurança contra incêndios.

Irregularidades abrangem higiene, resíduos e segurança

As primeiras inspeções revelaram um cenário preocupante em alguns estabelecimentos. Falhas na organização do ambiente, má gestão de resíduos, esterilização inadequada de instrumentais e ausência de documentos essenciais foram pontos recorrentes. Em alguns casos, mesmo após reinspeções, pendências como a falta do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) e licenças sanitárias necessárias persistiram, além de problemas na estrutura física dos locais.

Corpo de Bombeiros aponta falhas de segurança

As vistorias do Corpo de Bombeiros também destacaram deficiências significativas em segurança. A falta de Certificado de Aprovação (CA), extintores vencidos, ausência de iluminação e sinalização de emergência, e escadas sem corrimão foram algumas das irregularidades encontradas. Após notificações, muitos estabelecimentos regularizaram a situação e obtiveram o certificado, mas as falhas iniciais levantaram preocupações sobre a segurança dos frequentadores e funcionários.

Estabelecimentos se defendem e afirmam conformidade

Em resposta às acusações, os salões de beleza em questão emitiram comunicados negando as irregularidades e assegurando que atuam em conformidade com as normas sanitárias e de segurança. Afirmam possuir alvarás vigentes e protocolos rigorosos de higiene e esterilização, priorizando a saúde e o bem-estar de seus clientes e colaboradores. Alguns estabelecimentos, como o Celso Kamura São Luís, detalharam seus procedimentos de esterilização em autoclave e argumentaram que o PGRSS não seria exigível para suas atividades, por não envolverem manipulação de material biológico ou resíduos infectantes.

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