Estudo Revela: Uso Excessivo de Redes Sociais Torna Jovens Infelizes, Especialmente Meninas

Queda no Bem-Estar Digital

O Relatório Mundial da Felicidade de 2026, divulgado nesta quinta-feira (19), traz um alerta sobre o impacto do uso intensivo de redes sociais no bem-estar dos jovens. A pesquisa global, que consultou adolescentes de 15 anos em 50 países, indica uma “significativa queda no bem-estar” associada ao tempo excessivo online. Os efeitos variam conforme a plataforma, o tipo de uso e fatores demográficos como gênero e nível socioeconômico.

O Equilíbrio Delicado do Uso Online

Curiosamente, os jovens que utilizam redes sociais por menos de uma hora por dia demonstram níveis de bem-estar superiores até mesmo daqueles que não as utilizam. No entanto, a média diária de uso entre os adolescentes é de aproximadamente 2,5 horas. “O uso excessivo está associado a um bem-estar significativamente menor, mas aqueles que optam deliberadamente por ficar longe das redes sociais também parecem estar perdendo alguns efeitos positivos”, afirma Jan-Emmanuel De Neve, diretor do Centro de Pesquisa sobre Bem-estar da Universidade de Oxford.

Meninas Mais Afetadas e Debate Global

O relatório destaca que o impacto negativo das redes sociais é mais acentuado entre as meninas. Pesquisas anteriores já haviam sinalizado que plataformas visuais como o Instagram podem agravar problemas de autoimagem, ansiedade, depressão e autoconfiança. Em resposta a esses desafios, diversos países discutem restrições. A Austrália elevou a idade mínima para uso de dez plataformas de 13 para 16 anos, a Espanha planeja proibir o acesso para menores de 16 anos com verificação de idade, e a França deu passos para vetar o uso por adolescentes de até 15 anos.

América Latina e o Fator Social

Em contrapartida, o estudo aponta que redes sociais focadas em conexões sociais e com menor ênfase em conteúdo algorítmico e influenciadores apresentam uma relação positiva com a felicidade. Dados de sete países da América Latina, incluindo o Brasil, revelam altos níveis de bem-estar entre os jovens, mesmo com uso intenso de mídias. O relatório sugere que os fortes laços familiares e sociais na região, como observado na Costa Rica que saltou para o 4º lugar no ranking de felicidade, contribuem para esse cenário positivo. O Brasil se posicionou em 32º lugar no ranking geral de felicidade, à frente de países como França e Itália.

Deixe um comentário