Páscoa: CRMV-RS alerta sobre segurança alimentar de pescados e bem-estar de coelhos
Cuidados com Pescados na Páscoa
Com a proximidade da Páscoa, período de alto consumo de pescados, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) ressalta a importância de escolher produtos frescos e de qualidade. Para garantir a segurança alimentar, os consumidores devem observar sinais como olhos brilhantes e salientes, guelras vermelhas e úmidas, pele firme com escamas bem aderidas e odor suave. O armazenamento adequado, mantendo os peixes refrigerados ou congelados, é fundamental.
No caso de peixes congelados, é essencial verificar a integridade da embalagem, a presença do selo de inspeção sanitária (SIF, SIM ou SIE), a data de validade e se o produto está totalmente rígido. Cristais de gelo podem indicar que o peixe foi descongelado e recongelado, comprometendo sua qualidade. Frutos do mar, como mariscos e ostras, devem ser adquiridos vivos, mantidos sob refrigeração e provenientes de áreas de pesca autorizadas, com a procedência informada.
Chocolate e Animais de Estimação: Atenção Redobrada
O CRMV-RS também alerta para o perigo dos chocolates para cães e gatos. A ingestão pode causar intoxicação grave, podendo ser fatal. A recomendação é oferecer apenas petiscos específicos para animais, evitando qualquer tipo de chocolate humano.
Coelhos: Não São Brinquedos de Páscoa
A compra de coelhos como presente na Páscoa é outro ponto de atenção. Esses animais são sensíveis ao estresse e necessitam de cuidados específicos, não sendo adequados como brinquedos. Um ambiente apropriado, espaço para movimentação, alimentação balanceada com feno, verduras escuras e água fresca, além de acompanhamento veterinário especializado, são indispensáveis para o bem-estar do coelho.
Denuncie Irregularidades
Práticas inadequadas, como manter coelhos em gaiolas apertadas, permitir contato com cães e gatos ou manuseá-los de forma incorreta, podem causar sérios danos à saúde e ao bem-estar desses animais. Em caso de irregularidades na comercialização de alimentos de origem animal ou maus-tratos, o Conselho orienta que a Vigilância Sanitária do município seja acionada.